Automação no Agronegócio Brasileiro

O Brasil é um país agro-exportador, os principais produtos que enviamos ao exterior são de origem agrícola, por isso mesmo, nossas fazendas vem investindo pesado em automação para o agronegócio.

Neste artigo, vamos falar um pouco sobre as principais tecnologias de automação utilizadas no agronegócio e como elas impactam positivamente essa cadeia de valor de bilhões de dólares.

Máquinas Autônomas

Enquanto carros e caminhões autônomos ainda patinam entre o desenvolvimento tecnológico e a implantação comercial, as máquinas autônomas do agronegócio já trabalham a todo vapor.

São plantadeiras, colheitadeiras tratores e diversos outros tipos de máquinas que funcionam com pouca ou nenhuma intervenção humana. Algumas dessas máquinas podem ser programadas para trabalhar de forma contínua (dia e noite) parando apenas para abastecimento e manutenção.

As máquinas autônomas executam com uma regularidade incrível, o trabalho equivalente ao de centenas (as vezes milhares) de trabalhadores elevando a produtividade da terra e reduzindo os custos do produto final.

No caso da pecuária, há ordenhadeiras automáticas e uma série de equipamentos que melhoram o manejo dos animais.

Georreferenciamento

O georreferenciamento já é largamente utilizado no campo para elevar a produtividade da colheita e para realizar o correto planejamento de cultivo.

Softwares automatizam o trabalho de drones, conversam com satélites e também coordenam o trabalho das máquinas que citamos há pouco.

As fazendas mais tecnológicas saem na frente, preparam-se melhor para as variações climáticas e produzem com mais regularidade.

Processamento da Colheita

Após a colheita, inicia-se o trabalho de processamento, seja ele primário (ensacamento) ou secundário, terciário, etc. Em geral, quanto maior o nível de processamento, maior o valor agregado.

O desafio do produtor é processar o produto ainda no Brasil, visto que no exterior, os custos de processamento costumam ser menores, fazendo com que exportemos muito material bruto.

A automação das agroindústrias tende a mudara este quadro, pois reduz o tempo e os custos de processamento da colheita, garantindo qualidade e uniformidade do produto final.

São esteiras, ensacadeiras, máquinas de lavagem e uma série de equipamentos automáticos que transformam a colheita em produtos finais, prontos ou parcialmente prontos para o consumo.

Agregando Valor ao Produto

Seja na fase de plantio, cultivo, colheita ou processamento, a automação é palavra de ordem no agronegócio.

Os produtores já entenderam que a manutenção de modos de produção manuais ou semi-automatizados faz com que os produtos sejam menos competitivos no mercado.

Assim, a automação vem para transformar o modo de produzir no campo, promovendo uniformidade, qualidade, constância e consequente rentabilidade da terra.